
Por: Daniela Soares
Fonte: InnerSports
Foi-se o tempo em que as meninas só serviam de modelos para os surfistas ou eram apenas competidoras que mal tinham destaque nos campeonatos, quem teve a oportunidade de acompanhar a transmissão da 1ª- etapa do WT feminino, o Roxy Pro 2011, em Snapper Rocks, Austrália, não pôde deixar de notar a desenvoltura das meninas nas águas australianas. O nível de evolução foi notório, as médias das ondas alcançavam a casa dos 9.00 pontos, deixando até o decacampeão mundial, Kelly Slater, de boca aberta. Uma das responsáveis pelo feito foi à havaiana de apenas 18 anos, Carissa Moore.
Esse nome é estranho para você? Pois, se você já assistiu ou tem o filme Young Guns 3, pode ir aos extras e veja a garota ainda com 11 anos na época, mostrando um surf moderno e expressivo. No ano anterior, aos 10 anos, a havaiana havia conquistado vários campeonatos amadores na sua terra local e nessa tenra idade já era apontada como a nova promessa do surf havaiano.
Em 2004, Moore foi nomeada pela revista Surfer Magazine como a surfista revelação do ano e de quebra levou o Billabong Pro Jr, categoria até 17 anos. Em 2007, com 15 anos, foi eleita a garota mais jovem a fazer uma final na categoria profissional, feito batido mais tarde pela australiana, Tyler Wright, na época com 14 anos. Desde então, Carissa tem participado de alguns campeonatos profissionais, porém, sem nenhum compromisso sério. Ela levou alguns campeonatos como o TSB da nova Zelândia, no ano passado. A participação esporádica se dava porque a garota precisava terminar o colegial para, aí sim, dedicar-se totalmente as competições.
Contudo, nesse ano o quadro mudou, o material escolar foi deixado de lado, pelo menos por enquanto e desde 27 de fevereiro, data que marcou o início da janela de espera da 1ª- etapa do WT feminino, Carissa passou de nível e é uma surfista profissional e integrante da elite mundial. Mal iniciada a carreira, a adolescente já desbancou nomes como, Chelsea Hedges, Silvana Lima, e a tetra campeã mundial, Stephanie Gilmore.
Com médias que variavam entre 9.00 e 9,58. Moore, praticamente brincou nas ondas, dando fortes cutbacks, tubos, reverse, 360º entre outros, sagrando-se campeã da etapa e 1ª- do ranking da elite do surf mundial.
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