
Por: Arnaldo Rabelo
Fonte: Marketing Infantil
Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, tem havido muitas discussões sobre a publicidade de alimentos infantis e sua suposta relação com a obesidade infantil. Eu sempre defendi que é mais importante regular o desenvolvimento dos produtos do que a publicidade em si. Além disso, já existem regulamentações no Brasil sobre a publicidade, que podem ser aperfeiçoadas. É o que está acontecendo agora nos EUA.
Um grupo de associações empresariais, que inclui empresas como a Time Warner (proprietária da Warner Brothers), Viacom (proprietária da Nickelodeon), PepsiCo (proprietária da Pepsi, Doritos, Cheetos, Elma Chips, Ruffles e Toddy), Kellogg´s (proprietária da marca Sucrilhos), Kraft Foods (proprietária das marcas Lacta, Bis, Trakinas, Bubbaloo e Tang), McDonald´s, agências de publicidade e veículos, anunciou este mês um novo acordo sobre a publicidade de alimentos direcionada às crianças. Foram definidos também critérios nutricionais para diferentes categorias de alimentos.
Os critérios nutricionais foram definidos em estreita colaboração com cientistas de alimentos e nutricionistas. Agora os alimentos de diferentes empresas deverão estar de acordo com os critérios nutricionais de sua categoria. Os novos critérios são abrangentes, estabelecendo limites para calorias, gordura saturada, gordura trans, sódio e açúcar.
Este movimento foi defensivo, já que há uma pressão da sociedade sobre esta questão. O governo americano cogitava proibir a publicidade de alimentos direcionada à criança. Nos EUA, o setor de alimentos e bebidas gasta 2 bilhões de dólares por ano com publicidade de alimentos voltada a crianças.
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