Supergrom TV: Kinect, mais exercícios para a molecada


Vídeo postado no youtube por: CrescerOline
Fonte: Crescer

Por: Ana Paula Pontes
Jogar videogames definitivamente não é o meu forte. Mas já foi um dia, na época que eu tinha um Atari e aqueles dois joystiks que acabavam com a palma da minha mão. É. Essa é a minha lembrança mais forte dos games… Imagine pular desses jogos tão, digamos assim, “primitivos”, para algo totalmente futurista como o Kinect, nova tecnologia da Microsoft que obedece aos seus comandos por meio da captação de movimentos.

Não à toa, meu filho João, de 6 anos, fera em Playstation 1, 2, 3, Wii e afins, ficou preocupado quando soube que nós iríamos testar a novidade. “Mamãe, não vai pagar mico.” Ele tinha razão!

As mãozinhas suadas de João na recepção do prédio em que fica um dos escritórios da Microsoft, em São Paulo, não eram apenas o calor que fazia naquela tarde ou o medo de subir os mais de 30 andares de elevador (sim! ele tem pavor de elevadores), mas a ansiedade para entender o que era o tal Kinect. Mal sabia ele o quanto eu também estava curiosa.

No auditório, seus olhos ficaram fixados na TV improvisada enquanto dois funcionários da empresa testavam os jogos. Não demorou para João fazer uma leitura rápida do que acontecia ali e começar a brincadeira. Em segundos, já dominava o jogo de boliche (e todos os comandos, também feito pelos movimentos com as mãos), que faz parte do game Sports, fazendo strikes e recebendo elogios do pessoal da empresa.

Logo, era minha vez . Não porque ganhei espaço, mas porque João não quis brincar com o Kinectimals, jogo em que você adota um filhote fofo de animais exóticos. Como um tigre de Bengala de olhos arregalados que pede carinho, para quem você vai ensinar pulos, giros e outras estripulias e também jogar a bolinha para ele pegar. Tudo embalado por uma história com legendas em português, num momento jogo-leitura-diversão para filhos e pais. Eu amei, apesar de não ser tão ágil quanto o João. E confesso: fiquei bastante intimidada diante dos olhares de todos ali ao acariciar, por mímica, uma animação lá na TV.

Próximo jogo: Adventures. Era hora de eu disputar (sim! já estava gostando da brincadeira) espaço com o João e meu marido, o Daniel, que acabara de chegar para se divertir com a gente. Esse game, que vem gratuitamente com o Kinect, é uma delícia. Você precisa escalar montanhas pulando obstáculos, fugindo das armadilhas e ganhando pontos. A brincadeira fica ainda mais divertida e movimentada quando na tela um comando em português avisa que “se pular,irá mais rápido”. Prepare-se: você vai suar! Jogado a dois (e pode ser revezado com quem estiver menos cansado), foi a grande diversão do dia.

Diversas vezes, na empolgação, eu fugia do olho do sensor de movimentos ou, ainda, ficava próxima demais. Em todos esses “erros”, aparece um aviso lá na tela. Mas eu recebia um aviso ali ao meu lado, do João me alertando que estava dando gafes demais. No fim do jogo, mais risadas com as fotos que o game tira de você durante a competição.

Por vezes, me perguntava o que diria minha vizinha do andar debaixo depois de uma sessão de pula-pula como essa… E por falar em casa, também cheguei à conclusão de que precisaria de mais espaço do que tenho hoje na minha sala. É necessário, no mínimo, 1 metro de distância do console para jogar. Porém, quanto mais distante, melhor (o sensor capta até 4 metros) . E também deve-se ter um bom espaço nas laterais, ou você vai se bater em tudo durante os movimentos.

Como tudo que é bom dura pouco, hora de ir para casa. João pedia “mais um pouquinho” … E só saiu da frente da tela quando estávamos fechando a porta do auditório para ir embora. “Ah, mas já?” Sim, ficou um gostinho de quero mais – e não somente para ele.

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